Biografia
Bruno Ferraz é origamista e psicólogo radicado no Rio de Janeiro, atuando desde meados dos anos 2000 na integração entre arte, educação e cuidado por meio do origami. Desde 2005, desenvolve projetos de difusão da arte da dobradura, criando oficinas, cursos, intervenções artísticas e instalações com milhares de peças em papel.
Seu interesse pelo origami cresceu a partir da combinação entre sensibilidade estética, curiosidade lúdica e atenção aos detalhes, características que também atravessam sua atuação em contextos educacionais e clínicos. A partir desse envolvimento, passou a estruturar propostas em que o dobrar papel se torna prática de foco, imaginação, paciência e encontro entre pessoas.
Entre 2007 e 2008, Bruno integrou o Instituto Superar, no Projeto Mark Romano, conduzindo oficinas de origami para crianças. Nessa experiência, ajudou a levar o origami para contextos de educação não formal, trabalhando coordenação motora, atenção, cooperação em grupo e expressão criativa.
Ao longo de sua trajetória, ministrou oficinas e workshops em escolas, centros culturais, eventos comunitários, empresas, shoppings e feiras. Em cada espaço, adapta os modelos e a linguagem ao público, mantendo o origami como ferramenta acessível, lúdica e ao mesmo tempo profunda.
Bruno é responsável por cursos e oficinas de origami na Associação Cultural NIKKEI do Rio de Janeiro, tradicional espaço da comunidade japonesa na cidade. Nessas atividades, trabalha com crianças, jovens e adultos, ensinando desde modelos simples até peças mais elaboradas, sempre valorizando o aspecto cultural do origami e o respeito à tradição.
Na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, realiza oficinas de origami voltadas ao público geral, com foco em modelos como caixinhas, corações e formas decorativas. Nesses encontros, o papel é usado como ponto de partida para trabalhar memória, concentração, coordenação fina e percepção visual.
Além das oficinas presenciais, Bruno desenvolve grandes instalações de origami e projetos de vitrine, que podem envolver de 10.000 a 15.000 dobraduras em uma única proposta. Essas intervenções ocupam espaços diversos no Brasil, criando paisagens de papel que chamam a atenção pela escala, delicadeza e impacto visual.
Nos meios digitais, criou o projeto “Origamiterapia”, por meio do qual oferece oficinas, séries de aulas e conteúdos sobre origami em plataformas como YouTube, Instagram e Facebook. Ali, compartilha passo a passo, dicas e propostas de atividades para diferentes idades, ampliando o acesso à arte da dobradura para pessoas de várias regiões.
Seu canal e suas redes reúnem vídeos de modelos tradicionais e autorais, entre eles o “Origami Estrelando” e a “Flor de Lótus gigante”. Esses conteúdos são usados tanto por iniciantes quanto por educadores, mediadores e entusiastas que buscam novas ideias para trabalhar com papel.
Bruno também atua com turmas on-line e encontros ao vivo, oferecendo cursos estruturados em módulos temáticos. Nessas formações, apresenta desde bases fundamentais do origami até projetos completos que integram sequência de dobras, composição visual e possibilidades de uso em atividades educativas.
Sua experiência inclui participação em matérias de jornais, revistas, rádio e televisão, divulgando o origami como arte e como linguagem pedagógica. Já foi entrevistado por veículos como o jornal O Globo (caderno Prosa & Verso), revistas especializadas em recreação e cultura, além de programas de TV em canais como a TV Brasil e a TV Boas Novas.
Bruno também participou de entrevistas em rádio, como no programa “Construindo Sucesso”, na Rádio Carioca 710 AM. Nessas ocasiões, compartilhou reflexões sobre sua trajetória, o papel do origami na formação de crianças e jovens e as possibilidades dessa arte no cotidiano.
Sua produção inclui ainda livros e materiais didáticos sobre origami, com foco em educação, criatividade e possibilidades de aplicação em contextos diversos. Esses materiais contribuem para que educadores, mediadores e interessados ampliem seu repertório de modelos e abordagens com papel.
Em seus cursos e oficinas, Bruno costuma explorar o origami como ferramenta para trabalhar atenção plena, tolerância à frustração, planejamento de passos e capacidade de seguir sequências. As dobras se tornam, assim, um exercício concreto de paciência e de presença no aqui e agora.
A prática com origami também é apresentada como espaço de encontro entre gerações, famílias e grupos. Crianças, adolescentes e adultos compartilham a mesma mesa, o mesmo papel e o mesmo desafio de transformar planos em formas tridimensionais.
Nos eventos que realiza, Bruno valoriza o clima de brincadeira, curiosidade e descoberta. Cada oficina é pensada como experiência em que o participante sai não apenas com uma peça pronta, mas com a sensação de ter aprendido algo novo sobre si mesmo.
Além dos projetos em espaços físicos, ele continua expandindo sua atuação em ambientes digitais, integrando vídeos, tutoriais, encontros on-line e redes sociais. Dessa forma, mantém um diálogo constante com pessoas que estão começando a dobrar e com quem já acompanha seu trabalho há anos.
Com atelier no Rio de Janeiro, Bruno segue desenvolvendo oficinas, vivências, instalações e conteúdos autorais em origami. Seu trabalho busca criar ambientes em que o papel é convite para desacelerar, experimentar e transformar gesto em forma.
Em tudo o que faz, Bruno entende o origami como uma arte profundamente acessível. Com uma folha de papel, é possível abrir conversas, construir memórias, criar objetos e, sobretudo, viver a experiência simples e poderosa de dobrar.